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21.2.12

Deixando as coisas que para trás ficam...

É uma fase interessante, as mudanças pararam, as viagens acabaram e a rotina do dia-a-dia está em processo de ajustes e implementações. A vida cotidiana é totalmente novidade pra mim e de certa forma pra minha família também. Sofia todos os dias espera o papai chegar em casa, enquanto a mamãe prepara a janta e na TV temos o DVD da Galinha Pintadinha com músicas infantis pra ela se divertir. Parece até um cenário de filme americano, um comercial de margarina, talvez o sonho de muita gente que lê meus posts ou conhece alguém.

Mas, tenho que confessar que não foi fácil e ainda nem é fácil manter esse ambiente familiar, sempre haverá dificuldades no dia-a-dia que surjam para dificultar nossas relações, nossas vidas e nosso convívio. Sempre haverá alguém que não se contenta com a felicidade dos outros e nem deixa de monitorar a vida dos outros sobre diversos aspectos. Porém, não cabe a mim, ou a nós, nos preocuparmos com isso, basta vivermos, “cada dia o seu mal”, cada instante suas peculiaridades e cada momento suas circunstâncias. Não escrevo sobre alguém específico, escrevo sobre o interesse humano na vida dos outros, principalmente os que já passaram.

Chegar até aqui não foi algo pelo qual eu tenha orgulho de ter vivido da forma como vivi, mas é algo que alimenta minha motivação em prosseguir. E quando falo em prosseguir, é preciso ter a certeza que é impossível prosseguir tendo o peso das circunstancias do passado, é impossível prosseguir tendo o peso dos problemas criados por outrem e por nós mesmos. É impossível ser feliz preso ao passado. Por isso, somos felizes, porque “Deixamos as coisas que para trás ficam...”, “deixei meus problemas para trás, dores, suspiros jamais, o mundo não é mais o meu lar” (trecho de uma música da banda Kades Singers, música gospel).

É preciso caminhar leve, sem peso. Atingir as metas em nossa vida é objetivo que temos enquanto vivemos. O que pode complicar nesse processo é carregar pra hoje o que ficou no ontem, é convidar para fazer parte da nossa vida o que já morreu. Reencarnar um defunto que já nem existe mais, foi carcomido pelo tempo.

(em algum momento, em Parauapebas)

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