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3.12.08

Soneto #1

As janelas da alma marejam
De que forma, não sei
Mas, sabe-se lá porque lagrimejam,
Talvez pela queda do Rei.

A vida é sempre feita de incógnitas,
Que nos obrigam rever cada passo,
Mesmo que por situações inóspitas
Eu tenha que esperar as "águas de março".

A vida passa, sem querer parar,
As lágrimas ainda me surpreendem,
Enquanto a vida passa.

E mesmo que o sol não brilhe sobre o mar,
Mesmo que os conflitos me atormentem,
Ainda assim vivo a vida no peito e na raça.

Rio de Janeiro, 2008

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