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12.12.08

Percepções Cotidianas

Pois é, um belo dia Alencar acordou sentindo-se contemplativo, amanheceu cantarolando versos e prosas de músicas como "Alegria, era o que faltava em mim...". Cantava e dançava em cada pedaço da casa enquanto se arrumava para lida diária.

Ao sair de casa, trancou a porta, percebeu que no meio de seu molho de chave estava um pedaço de metal que recebera de presente de sua mãe, ela dizia que aquele pedaço aparentemente insignificante de metal era um pedaço de aço na verdade, guardado pelo seu pai durante muitos anos. Foi então que Alencar se lembrou de seu pai tão distante, vivendo uma nova vida de um novo homem.

Continuou descendo as escadas do prédio até chegar na portaria quando se deparou com o porteiro de todas as manhãs, que sempre de modo sincero e amigável, dava-lhe um sonoro bom dia rapidamente respondido com simpatia e entusiasmo. Olhou para o céu e viu a anilidade, percebeu que a lua ainda não se retirara da presença do sol que de modo solene parecia dizer bom dia com um sorriso se igual. Contemplativo ficou, durante alguns segundos, vendo o quanto a vida é fantástica, sempre iluminada e privilegiada com a presença de coisas tão simples, mas cheias de significâncias.

Olhando para os lados, se perdeu observando o comportamento espontâneo das pessoas que o cercavam, daquelas que o acompanhavam na jornada fatídica de trabalhar.

Pois é, Alencar fazia sempre as mesmas coisas todos os dias, até o dia que percebeu que a vida passou e por mais perfeitinha que era, não foi capaz de despertar tesão. Alencar morreu, sem ao menos experimentar o prazer de se descobrir um fracasso.

"Tem pessoas que existem, tem outras que vivem. Qual delas você é?"

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