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7.2.08

Pensamentos sem compromisso

"Nós vamos morrer, e isso nos torna afortunados. A maioria das pessoas nunca vai morrer, porque nunca vai nascer. As pessoas potenciais que poderiam estar no meu lugar, mas que jamais verão a luz do dia, são mais numerosas que os grãos de areia da Arábia. Certamente esses fantasmas não nascidos incluem poetas maiores que Keats, cientistas maiores que Newton. Sabemos disso porque o conjunto das pessoas possíveis permitidas pelo nosso DNA excede em muito o conjunto de pessoas reais. Apesar dessas probabilidades assombrosas, somos eu e você, com toda a nossa banalidade, que aqui estamos..."
(Desvendando o arco-íris, Richard Dawkins)


Começo este post com o trecho tirado do referido livro de Dawkins para compartilhar meu pensamento sobre o assunto, confesso que serão comentários incompletos por ainda estar lendo Deus, um delírio de forma calma, porém compulsiva. Mas, de antemão informo que a mente está abrindo, ou melhor expandindo em direção ao que ainda não naveguei e que nunca tive medo de navegar. Ouvi certa vez de um amigo que o "conhecimento que adquirimos fará diferença em nossa vida se compartilharmos com outros, de modo que a nossa cabeça não cresça a ponto de sermos chamados de cabeção"...rsrsrs.

Pois bem, lá vamos nós!

Traduzindo para linguagem de hoje: "Somos felizes porque vamos morrer". E de fato o é, vamos morrer e se morremos é porque vivemos. Porém, que vida vivemos? Vivemos a vida ou existimos em vida? Se pensarmos um pouquinho com a cabeça de um cientista, mal e porcamente, somos felizes pelo fato de vivermos, pelo fato de vermos a luz do sol, por temos nascidos, por vencermos a "maratona ovular" da fecundação. Alegrem-se pelos que morrem, porque morreram, mas viveram e na corrida pela fecundação foram vencedores. Pronto, a morte encerra o ciclo da vida, tudo acaba na morte, e a Teologia do Aniquilamento pode explicar melhor essa parada....rsrsrs.

Porém, quando penso na morte, no fim do ciclo da vida vitoriosa do espermatozóide corredor da "maratona ovular", podemos conjecturar sobre os tipos de vidas. Algumas não podem ser consideradas vidas, se muito consideradas "existências". Tem gente que não vive, existe, vive sem razão, sem compreensão nem de si mesmas, são seres que buscam razão onde não há razão para consolar suas angústias existenciais. Seres assim não vivem, existem.

Agora, podemos refletir um pouco mais a fundo nesse assunto se simplesmente seguirmos pelo caminho do questionamento total, como por exemplo, "se outro espermatozóide fecundasse antes de mim, será que seria melhor do que eu?", certamente não...rsrsrsrs; indo um pouco mais além nos questionamentos, podemos pensar o seguinte: "Quantas mentes brilhantes deixam de viver porque não conseguem vencer a maratona ovular da fecundação?".

Em cima disso, faça você mesmo seu questionamento, se quiser, e sê bem-vindo ao clube dos pensadores.

Que te vá bem o pensamento, e a busca do conhecimento seja recompensada com a alegria da nobre arte de aprender.

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