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Soneto #3 Um coração que sofre É um coração que ama, Não há ninguém que o socorre, Mas há alguém chama. Chama querendo atenção Pro coração parar de sofrer, Ai, coitado do pobre coração! Que dói tanto de quase morrer. Quem me dera fosse insensível, Insensato, incoerente e vingador Talvez fosse até melhor. Achar que é bom estar na pior, Vinvendo uma crise incrível, Ao invés de ser um vencedor. . Rio de Janeiro, 2008
Soneto #2 Contruir uma nova vida Não é para qualquer pessoa É para aquelas que não tem medo da lida, E para aquelas que riem à toa. Toda ajuda é bem-vinda, Mesmo que por algum momento, Ou talvez nem venha ainda Ou talvez depois de um tempo. Uma nova vida é feita de elementos Que nós nem sempre lembramos, É preciso um pouco de talento Um pouco mais de tempo, Nunca esquecer somos seres humanos De carne, osso e sentimentos. . Rio de Janeiro, 2008
Soneto #1 As janelas da alma marejam De que forma, não sei Mas, sabe-se lá porque lagrimejam, Talvez pela queda do Rei. A vida é sempre feita de incógnitas, Que nos obrigam rever cada passo, Mesmo que por situações inóspitas Eu tenha que esperar as "águas de março" . A vida passa, sem querer parar, As lágrimas ainda me surpreendem, Enquanto a vida passa. E mesmo que o sol não brilhe sobre o mar, Mesmo que os conflitos me atormentem, Ainda assim vivo a vida no peito e na raça. Rio de Janeiro, 2008